PARABENS ANDARILIO POR SEU 1 ANO DE EXISTENCIA

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ricardo Antunes faz um quadro sobre as proximas eleiçôes


O que se pode visualizar, hoje, em relação às eleições presidenciais de 2010? Comecemos pela candidatura Dilma Rousseff, do PT. Parida pelo lulismo, a mãe do PAC é uma candidata cinzenta. Capaz de aglutinar um leque de interesses econômicos poderosos, das finanças ao agronegócio, passando pela indústria pesada, Dilma é uma concorrente submersa no desconhecido.
Burocrata competente que tromba mais que articula, jamais participou de uma campanha. A capacidade que terá de herdar os votos de seu criador, ninguém sabe. Como também não se sabe se este tem capacidade de transferir seu cacife eleitoral à sua criatura. E foi encontrar no PMDB seu aliado preferencial, partido que há décadas vem chafurdando numa programática que é a mais pura pragmática.
A candidatura Dilma ainda espera, à direita, o vagalhão que vem do PP de Maluf ao PTB de Collor, com a chancela de Sarney e outras siglas de aluguel. À esquerda, tem apoio certo do PC do B e espera os desdobramentos do PSB de Ciro Gomes.
Mas o espectro Lula viu florescer duas ramificações não programadas. De um lado, Ciro Gomes, baseado no Ceará e recém-bandeado para São Paulo, tempera um voluntarismo com as práticas das (novas?) oligarquias do Nordeste. É capaz de pinçar termos “gramscianos” para preservar a nossa “questão meridional”.
Poderá ser a alternativa de Lula no caso de um fracasso de Dilma, mas também poderá sair de cena para não confrontar o nosso semibonaparte cordato, que comanda pela simpatia, mas não gosta de muita ousadia.
Restará a opção São Paulo. Porém, a transferência de seu título eleitoral para uma cidade eleitoralmente provinciana e bastante conservadora pode ter sido seu mais grave erro político, maior ainda do que a andança que já fez entre tantos partidos.
A outra novidade é a provável candidatura de Marina Silva. Mulher batalhadora, exemplo emblemático dos que vêm “de baixo” e conseguem quebrar alguns grilhões, mas que não soube romper com o governo do PT quando devia. Foi conivente com a aprovação dos transgênicos e viu arranhada a sua trajetória ao ficar seis anos no governo Lula.
No PV, tem à sua esquerda o Peninha e à direita o Zequinha Sarney. Defende a sustentabilidade numa sociedade cada vez mais insustentável. Não quer ferir a ordem, mas amoldar-se a ela. Se vier a surpreender, não será fácil saber se encontrará ancoragem no seu berço original, o PT, ou se flertará com o PSDB. Mas, se até aqui o quadro parece pelo menos pontilhado, no tucanato tudo é sempre indefinido. O PSDB tem um leque de apoios materiais poderosos, tão amplo quanto os da candidatura do PT, mas com certa ênfase nos setores industriais e produtivos.
Tem também a possibilidade de lançar a sua chapa eleitoralmente mais forte dos últimos anos: Serra e Aécio, dois colégios eleitorais poderosos. Mas, como no PSDB só há príncipes, essa chapa não deverá vingar. Melhor para o país, que poderá assim se livrar do privatismo ilimitado do tucanato. Só como ilustração: enquanto Serra é o rei do pedágio privatizado em São Paulo, Aécio gesta a privatização até no cárcere mineiro.
Juntos, não será nada fácil, e os Correios, bancos e universidades públicas devem pôr suas barbas de molho. Só por isso, essa chapa é do encanto de parcela poderosa dos “de cima”, respaldada pelo caiado e fraquejado DEM, cuja sigla é um claro antípoda de sua longa história como PFL, Arena ou UDN.
Nas esquerdas, PSOL, PSTU e PCB não podem ter outra ambição senão fazer forte contraponto, sem nenhuma ilusão eleitoralista. Mas não será fácil. No PSOL, fala-se abertamente em apoio a Marina Silva, como forma de pingar votos e, com isso, “aumentar” a bancada parlamentar do partido. Há também os que defendem a candidatura de Heloísa Helena com raciocínio similar. É o velho PT incrustado no PSOL. Depois de seu melhor momento eleitoral em 2006, quando conseguiu mais de 6 milhões de votos -numa conjuntura marcada pela corrosão do PT e seu governo-, o que era novo corre o risco de envelhecer precocemente.
A pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio é, então, emblemática: poderá ser “vitoriosa” se quebrar o tom monocórdio das demais candidaturas, fizer a polêmica de fundo com Marina e esboçar uma alternativa socialista, gerando algum interesse real nos “de baixo”. Será, de fato, uma anticandidatura.


RICARDO LUIZ COLTRO ANTUNES, 56, é professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor, entre outros livros, de “Infoproletários: Degradação Real no Trabalho Virtual” (Boitempo), em co-autoria com Ruy Braga.



Conselho do governo apresenta relatório sobre criminalização dos movimentos sociais no RS

O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) realiza nesta quinta-feira (26/11), às 10h30, uma audiência na Assembleia Legislativa para apresentar o relatório sobre a criminalização dos movimentos sociais. O Secretário Especial dos Direitos Humanos do governo federal, Paulo Vanucci, estará presente na reunião.
O documento taz 28 recomendações para evitar a repetição de violações aos direitos humanos nas relações com os movimentos sociais no Rio Grande do Sul. O relatório foi feito a partir da visita do CDDPH no RS no final de Agosto, devido ao assassinato do Sem Terra Elton Brum da Silva durante despejo feito pela Brigada Militar na Fazenda Southall, em São Gabriel (RS).
A audiência ocorre no Fórum Democrático da Assembleia Legislativa. Foram convidados para participar da reunião os chefes dos três poderes no Estado e do Ministério Público.

Fonte MST

MANIFESTO POLÍTICO:Construir um projeto socialista para o Brasil


“Só crescemos na ousadia”



Mario Benedetti

Para unir a esquerda socialista e os movimentos sociais combativos apresentamos a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República


As trabalhadoras e os trabalhadores de todo o mundo vivem um tempo de profundas definições diante da eclosão de uma das piores crises da economia capitalista desde 1929 – crise estrutural, acentuada pelo padrão neoliberal de acumulação capitalista da era das desregulamentações, à qual se soma uma gravíssima crise ambiental cuja dimensão mais urgente é o aquecimento global.

Esta autêntica crise de civilização ameaça agravar ainda mais a situação da classe trabalhadora. Os primeiros efeitos já causaram um aumento de 200 milhões de miseráveis no mundo e põem em risco a manutenção de direitos conquistados em épocas menos adversas.
No Brasil, nenhum desses imensos desafios poderá ser adequadamente enfrentado se não houver articulação entre os partidos de esquerda anticapitalistas, os movimentos sociais anti-sistêmicos, os sindicatos autônomos e classistas e a juventude engajada na luta política e cultural.
O primeiro passo para isso consiste na formulação de um programa, um projeto para o Brasil, de combate aos efeitos perversos das crises em curso. O programa precisa estar fundamentado em medidas macroeconômicas que configurem uma estratégia de enfrentamento à crise sem aceitação das restrições que o capital e a classe dominante querem impor aos trabalhadores, e sem perda de direitos e garantias já adquiridos. Tem de enfrentar as questões da dívida pública, encaminhando a agenda do Jubileu Sul para realização de uma rigorosa auditoria, cancelando os pagamentos ilegítimos dos juros, denunciando a baixa tributação sobre o capital, objetivando assegurar menor tributação aos trabalhadores e recursos para desenvolver as políticas públicas.
Somente combatendo o padrão de acumulação expropriador e depredador será possível enfrentar a grave crise ecológica criada pela lógica irracional do mercado.
O programa deve, também, ser um instrumento contra as tendências autoritárias, xenófobas, machistas e racistas que se alimentam do agravamento do quadro social. Mais amplamente, o programa tem de expressar uma resposta conjunta dos povos de nossa região aos agravados desafios comuns colocados pela crise de civilização que vivemos. Devemos pautar também uma intensa denúncia da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.
Por fim, em nossa compreensão a luta dos socialistas não pode se limitar ao combate às formas de corrupção, mas o atual cenário de escândalos recoloca para nós a obrigação de defender o fim do Senado.

Alternativa anticapitalista em 2010

Um projeto anticapitalista, popular e socialista precisa ter seu programa forjado desde já nas lutas imediatas. Apenas dessa forma as forças populares terão condições de oferecer, em 2010, uma alternativa de voto aos milhões de brasileiros e brasileiras.
A classe trabalhadora não pode ficar refém da falsa polarização entre a candidatura do governo Lula versus a do bloco PSDB/DEM, pois, com pequenas diferenças, seus programas têm por mote a salvação do capital diante da crise e ataques à classe trabalhadora.
Tampouco podemos deixar de apresentar uma alternativa de projeto à possível candidatura de Marina Silva, pelo PV, que não expressa uma ruptura com o projeto global de governo que balizou os dois mandatos de Lula. Além de não superar uma visão utópica e meramente retórica de que pode haver desenvolvimento ambiental sustentável sobre bases capitalistas. Não por acaso, o partido que escolheu para se filiar se encontra na base de governos que vão do PT ao PSDB e tem Zequinha Sarney como um dos seus chefes.

Um nome a serviço de um projeto

O povo tem o direito de conhecer formas não capitalistas de sair da crise, por isso nos propomos a construir as bases de um autêntico projeto socialista para o Brasil. O nome de Plínio de Arruda Sampaio, como pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, afirma essa necessidade e a possibilidade deste debate.
Plínio é uma reserva moral e política da esquerda brasileira, que guarda coerência integral com os desafios da reorganização de forças no campo socialista e da classe trabalhadora neste novo momento histórico em que vivemos. E representa de forma coerente um projeto de natureza anticapitalista para o Brasil.
Além disso, é capaz de representar o perfil de uma política de alianças centrada nos partidos da Frente de Esquerda Socialista (PSOL, PCB e PSTU) e nos setores do movimento de massas que permanecem comprometidos com uma intervenção transformadora na luta de classes.
Enfim, a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio possui enorme potencial de aglutinação de forças políticas e sociais, avanço no debate programático e acúmulo estratégico na direção de um projeto socialista para o Brasil.
A partir deste manifesto propomos construir uma ampla agenda de debates e atividades com todos aqueles setores que estejam dispostos a se engajar na formulação de um novo projeto para o Brasil com as bases aqui sugeridas.

Dica de cinema para hoje no Cine Contur


Deu no Paçoca: Belinati cai em pegadinha


Abraão Benício, no Bem Paraná, disse que depois de passar pelo ridículo de cair numa pegadinha e ler, na sessão de ontem da Assembléia, e-mail enviado por um suposto pesquisador, que teria descoberto um remédio natural para inibir tarados, estupradores e pedófilo, o deputado Antonio Belinati, em entrevista a rádio CBN, levanta a hipótese de o texto ter sido enviado por um colega de parlamento. “Tenho responsabilidade de dar atenção ao que os eleitores escrevem. Parece que este e-mail foi enviado por algum deputado. Meu Deus do céu, quem está aqui foi eleito para governar e não para fazer este tipo de brincadeira. Isso é falsidade ideológica”. Caiu! Há! Pegadinha do malandro!!!

MUDANÇAS NO TERMINAL 2 UMA INDAGAÇÃO

Sem querer me meter, eu gostaria de fazer uma pergunta aos nobres da CMTU: há uma excessiva preocupação por parte dos senhores, em retirar, os ambulantes da Avenida Benjamim Constant, tendo como justificativos o melhor fluxo e a acessibilidade dos pedestres e de pessoas com deficiência. Tentativa essa que fracassou pois os ambulantes teve um grande apoio popular (que alias foi maciço), agora sem querer aqui adotar uma postura de defesa de ninguém, porque os senhores não tiram aqueles quiosques que estão dentro do terminal, que também atrapalha o fluxo dos usuários do transporte e das pessoas com deficiência? Será que é porque O DONOD DESSES QUIOSQUES ajudou na campanha e ele precisa ser recompensado? Porque não há uma investida da MP encima desse pessoal também SERÁ QUE É PORQUE É PELO FATO DE SER UMA REDE DE EMPRESAS PORTANTO TRATA-SE DE UMPRESARIOS ENVOLVIDOS e não meros trabalhadores? , pois estes quiosques interferem na acessibilidade tanto quanto os ambulantes lá fora e atrapalham a passagem de nós pessoas com deficiência.

MUDANÇAS NO TERMINAL ESSA EU PAGO PARA VER

Segundo o blog Baixo Clero haverá mudanças no terminal, tal definição foi decidida, numa reunião entre o Ministério Público, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e representantes da Câmara Municipal, empresas de ônibus e usuários do transporte, foi definido um acordo em torno de medidas para melhorar as condições do terminal urbano de Londrina. De acordo com o diretor de Transportes da CMTU, Wilson de Jesus, a companhia informou o MP que já foi emitida à ordem de serviço para o conserto da escada rolante do terminal. O prazo para a entrega do serviço é 10 de dezembro.
O presidente da Comissão de Justiça da Câmara, Joel Garcia (PDT), se comprometeu a pedir urgência na aprovação de um projeto de lei que tramita no Legislativo, que autoriza o repasse de R$ 225 mil da Secretaria de Obras para a CMTU. Com esses recursos serão realizadas reformas internas, como pintura, recuperação de rampas e escadarias e reparo nas infiltrações, além de adequações para pessoas com deficiência.
Por outro lado, as empresas de transporte coletivo se comprometeram em arcar com a reforma dos banheiros do terminal, orçada em R$ 82 mil.
Vamos aos pontos: com relação à escada rolante, muito mais do que consertar é preciso ter manutenção constante e ter vigilância, para que os vândalos não quebrem novamente.
Com relação às adequações já estava na hora, pois é uma reivindicação de muitos anos das entidades de pessoas com deficiência e que tais reformas estão ocorrendo, por pressão do ministério publico, na pessoa da promotora Solange Vicentin.
Agora, com relação à ajuda das empresas para o conserto dos banheiros, isso é o mínimo que eles podem fazer, alias acho que elas estão fazendo, muito pouco, pois a prefeitura de Londrina, paga para elas operarem o transporte aqui na cidade, na minha ótica as empresas deveriam arcar com a manutenção do terminal, pois quem fica lá, são os seus funcionários, é lá que, elas atendem aos usuários. Mais como a gente tem uma administração mole, com um prefeito mole eles deitam e rolam.


Como diriam por ai: ¨essa eu pago para ver¨.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PSOL e Marina Silva: uma aliança insustentável*

As informações, veiculadas pela mídia, sobre um eventual apoio do PSOL à candidatura de Marina Silva em 2010 não foram, até o momento, objeto de qualquer declaração oficial do partido. Mas a possibilidade de ocorrer tal aliança já vem suscitando um debate entre os militantes. É provável que muitos militantes vejam com simpatia essa hipótese, até mesmo em função de declarações de Heloisa Helena que está cada vez mais propensa a disputar o senado por Alagoas, em vez da presidência da República.
Há, além disso, a força da imagem de Marina Silva e sua biografia política que a projetou nacional e internacionalmente como ícone da causa ambiental. Não é por acaso que sua candidatura tem causado forte impacto no cenário político nacional, atraindo apoios importantes de ambientalistas, intelectuais, além de petistas desconfortáveis com a candidatura Dilma. Alavancada pela mídia, ela tem aparecido como o fato ‘novo’ na política nacional.
Mas a biografia política da senadora e ex-Ministra do Meio Ambiente não são suficientes para que sua candidatura possa ser considerada uma alternativa política a ser apoiada pelo PSOL. Queremos apresentar a nossa visão de que uma eventual decisão de apoiá-la em 2010, poderá significar a descaracterização da nossa identidade política e ideológica. Basicamente são dois os argumentos que nos levam a essa conclusão. Primeiro, consideramos que a filiação da senadora ao PV é, por si só, um impedimento a uma aliança política. Segundo, a política da senadora é inconsistente, contraditória e limitada, não oferece uma resposta às demandas imediatas e tampouco proporciona uma alternativa estratégica global.


PV: a improvável “refundação”


“O PV hoje tem alianças que o levam a apoiar governos de tendências diversas e até conflitantes, além de abrigar parlamentares processados por grilagem de terras. Analistas consideram que, mais do que utopia, Marina vai encontrar no PV demasiado pragmatismo” (Valor Econômico, 18/8/2009).
A citação demonstra que mesmo os analistas burgueses são céticos quanto à “refundação” do partido, anunciada pela senadora e pela direção do PV. As mudanças supostamente abarcariam desde uma “revisão programática”, passando por mudanças na estrutura do partido, até uma “depuração” nos seus quadros partidários. Sem queremos ser céticos, não é possível acreditar que tais promessas possam ser cumpridas.
A principal característica do PV é o seu fisiologismo, profundamente arraigado na sua prática política e sua estrutura partidária. Desde seu surgimento, o partido fez alianças com praticamente todos os partidos existentes no país. Fez parte do governo FHC, ocupando a pasta do MMA. No governo Lula, ocupa desde o início o Ministério da Cultura. Chegou a apoiar Blairo Maggi, maior plantador de soja do país e inimigo mortal do meio ambiente. Ocupa hoje cargos nos governos de Gilberto Kassab (DEM-SP) e José Serra (PSDB-SP). Governa a prefeitura de Natal, conquistada em aliança com o DEM.
Mesmo na política ambiental encontramos no partido, ao lado dos ambientalistas chamados “históricos”, deputados que defendem a energia nuclear como Ciro Pedrosa e Fábio Ramalho (PV-MG), além do deputado Lindomar Garçon (PV-RO), que apoiou a construção do Complexo Hidrelétrico do Madeira. Exemplos não faltam.
Uma “refundação” exigiria que o PV rompesse suas alianças com a direita e abandonasse cargos ocupados em governos de direita, como os de Serra e Kassab. Mas não há qualquer sinal de que haja, de fato, uma mudança de rumo. Ao contrário, são fortes os sinais de que o partido continuará com a mesma linha, ainda que atenuada. Na mesma semana em que o PV anunciou a solenidade de filiação de Marina Silva, dirigentes do partido de Minas Gerais declaravam a intenção de apoiar Aécio Neves, enquanto em São Paulo o PV revelava ter feito convite ao ultra-conservador Gabriel Chalita para disputar uma vaga no senado pela sigla verde. Chalita, hoje vereador pelo PSDB, foi secretário do governo Alckmin.
Também é difícil dar crédito a discursos sobre “depuração” e “ética na política” vindos de alguém como Fernando Gabeira, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2008, com o apoio do PSDB, DEM e da Rede Globo.
A própria Marina Silva, na entrevista coletiva após a sua filiação, tratou de minimizar a heterogeneidade das alianças do partido, afirmando que “alianças heterogêneas existem em todos os partidos e isso não é privilégio do PV”. José Luiz Penna, presidente do partido, foi mais claro ainda ao declarar que a aliança preferencial é com as “sociais democracias e o país tem uns cinco partidos assim”. Certamente, entre esses cinco está o Partido da Social Democracia Brasileira…
Finalmente, qualquer “refundação” que signifique uma mudança radical nas propostas e na prática, exige o reconhecimento e a auto-crítica em relação aos erros cometidos no passado. Tampouco somos otimistas quanto a isso. Uma análise e uma projeção realista nos dirá que possivelmente haverá mudanças, mas provavelmente serão superficiais e, mesmo assim, mais formais do que reais. Não se muda em poucos meses um partido com uma cultura política fisiológica que se formou e se consolidou no decorrer de duas décadas.
Pode haver a tentação de subestimar ou minimizar os problemas do partido em função das características e virtudes da candidata Marina Silva. Mas a sua filiação ao PV se deu após um período de reflexões e discussões. Não dá para imaginar que para tomar a sua decisão não tenha levado em conta os prós e contras do PV. E se decidiu se filiar ao partido é porque chegou á conclusão de que as convergências políticas e outros aspectos positivos sobrepujam os aspectos negativos. Já não é possível dissociar Marina Silva do PV. Ela tornou-se a sua principal figura pública, e nessa condição também terá que arcar com o ônus dos erros e equívocos do partido.
Não imaginamos qualquer argumento que possa justificar uma aliança com o PV, ou possa sugerir um apoio à Marina Silva, desconsiderando o papel e as características do partido. A não ser que se pense em termos puramente eleitorais. Mas isso seria adotar a mesma lógica que tem caracterizado a prática fisiológica e oportunista do PV.

Limites do ‘desenvolvimento sustentável’

Ao se filiar ao PV, Marina Silva anunciou a sua intenção de apresentar em 2010 um projeto de “desenvolvimento sustentável” para o Brasil. A definição mais conhecida de “desenvolvimento sustentável” é a de um desenvolvimento capaz de prover “as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações”, segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU em 1983. Os pressupostos básicos dessa visão são o reconhecimento da finitude dos recursos naturais e a necessidade de harmonizar crescimento econômico e sustentabilidade ambiental.
Apesar de sua aparente coerência, essa definição é falha, vaga e abstrata. Não define o que se entende por “necessidades” e “desenvolvimento”. Constata o risco de esgotamento dos recursos naturais, mas sem detectar os processos e mecanismos que provocaram tal situação. E a idéia de harmonizar desenvolvimento e sustentabilidade é muito mais uma formulação (vaga) de uma meta necessária, mas sem apresentar qualquer proposta ou modelo que a viabilizem. Na melhor hipótese, leva a políticas de mitigação de impactos e de conservação/preservação da natureza.
Uma conseqüência imediata dessa perspectiva é entender a crise ambiental e as necessárias políticas para combatê-la, como algo que se situa acima das classes sociais e para além de divisões ideológicas. Um olhar minimamente atento constataria que a situação-limite a que o planeta chegou é o corolário de uma devastação brutal da natureza ocorrida nos últimos cinco séculos. Esse período corresponde, não por coincidência, à vigência do modo de produção capitalista, desde a sua gênese aos dias de hoje. A escala e a velocidade vertiginosa dessa apropriação predatória dos recursos naturais só se explicam pelas características específicas do capitalismo, cuja razão de ser é a expansão permanente de capital, a ampliação incessante de mercados, a produção contínua e crescente de mercadorias. Em outras palavras, um sistema que exerce uma pressão permanente e crescente sobre os bens naturais para viabilizar a produção de mercadorias.
A proposta do “desenvolvimento sustentável” mostra-se irrealizável e utópica, na medida em que supõe ser possível harmonizar ‘desenvolvimento’ e ‘sustentabilidade’ nos marcos do modo de produção capitalista. E por ignorar esse fator “capitalismo”, o conceito das “necessidades” a serem supridas agora e no futuro, bem como as críticas ao “modelo de consumo”, permanecem nos marcos das generalidades abstratas. Isso explica a tendência a uma sobrevalorização de “valores éticos”, mudanças de hábitos de consumo, a formação de uma “consciência ambiental”, etc. Não que não tenham importância, mas por si só são não poem garantir o objetivo de uma sociedade sustentável.
Mais do que nunca é preciso ir à raiz das questões, ser radical. Vivemos em um mundo onde, de um lado, bilhões não têm acesso ao mínimo necessário para sobreviver, enquanto de outro lado, temos o reino “maravilhoso” do consumo de mercadorias que costumam ser caracterizadas como “objetos de desejo”. A ampliação de mercados não se dá apenas pela expansão geográfica do comércio ou pela geração de novos bolsões de consumidores como a chamada “nova classe C”, mas também pela criação do que Marcuse chamou de “falsas necessidades” e por uma produção de mercadorias fadadas a se tornarem obsoletas em um curto prazo de tempo, a exemplo dos computadores e outros eletroeletrônicos, o que corresponde ao que Meszaros chamou de ‘taxa de utilização decrescente dos valores de uso’. E esse desperdício, característica intrínseca ao capitalismo, acentuou-se ainda mais desde a consolidação da hegemonia neoliberal nos anos 90. Nada indica que tais características desapareçam sob o capitalismo. Continuarão existindo, com “selo verde” e declarações de amor à natureza.
Podemos entender que a comissão da ONU não tivesse reconhecido explicitamente no capitalismo a causa da devastação ambiental planetária. Mas não hoje em dia, quando há uma abundante produção teórica e científica de cientistas, intelectuais e militantes ecossocialistas ou mesmo “socioambientalistas”, que apontam claramente esse fato. Não se trata, repetimos, de mera ideologia. As consequências dessa discussão são políticas e práticas concretas.

O “desenvolvimento sustentável” de Marina Silva

Em todos esses anos de governo Lula, Marina Silva mostrou os limites e as contradições da sua concepção de “desenvolvimento sustentável” que norteou suas posições e políticas adotadas durante a sua gestão no MMA.
Em algumas ocasiões, estivemos ao seu lado, como na luta contra a liberação dos transgênicos, na luta contra a importação de pneus e, mais recentemente, no combate à MP da grilagem. Além disso, seu papel na COP8 foi outro momento em que desempenhou um papel importante.
Mas em outros momentos, prevaleceu o conflito de posições. Enquanto nos solidarizávamos com D. Luiz Cappio, durante sua greve de fome contra as obras de transposição do rio S. Francisco, Marina Silva apoiou a transposição. E aos movimentos contrários à obra, afirmou que “nossa decisão não é a favor do governo ou dos movimentos. É uma decisão absolutamente técnica sobre um processo de licenciamento transcorrido com absoluta isenção e independência.”
Quando eclodiu a greve contra a divisão do Ibama pelo MMA, nós estivemos do lado dos trabalhadores, enquanto a ministra Marina Silva mostrou-se irredutível, enfrentando mais de 6 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo o país que denunciavam o desmonte do órgão pelo governo Lula e o MMA. João Paulo Ribeiro Capobianco, então secretário-executivo do Ministério afirmou: “É uma greve política: contra a decisão do presidente Lula e não tem base legal para ser mantida”.
No caso do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, inicialmente chegou a entrar em choque com um presidente Lula irritado pela morosidade no processo de licenciamento ambiental. Mas também acabou cedendo após algumas modificações no projeto:
“No início da discussão nós tínhamos um empreendimento que tinha a previsão de um lago oito vezes maior, três empreendimentos e feitura das eclusas para dar perenidade ao rio no processo de navegação”, afirmou a então ministra do Meio Ambiente. É importante lembrar que até hoje os movimentos sociais lutam para impedir as obras.
Há uma idéia equivocada de que a concessão acelerada de licenças ambientais começou com o “carimbador maluco” Carlos Minc. O documento “Orientações estratégicas do MMA” para o Plano Plurianual 2008-2011, cuja versão final data de 17 de julho de 2007, quando Marina Silva ainda era Ministra, é bastante elucidativo. A quem puder baixar o documento disponível no site do MMA, sugerimos a leitura do objetivo setorial 2, que tem como nome “Aprimorar o licenciamento ambiental e desenvolver instrumentos de planejamento e gestão ambiental em apoio ao desenvolvimento sustentável”. Ali, podemos ler que “o Sistema de Licenciamento precisa atingir um novo patamar adequado para o atendimento às necessidades dos setores de infraestrutura da política de governo. Para tanto é necessário que se realizem aperfeiçoamentos para uma melhor sistematização de critérios e procedimentos operacionais e administrativos do licenciamento ambiental”. Engana-se quem pensar que o documento aponta para a necessidade de transparência, maior participação social ou critérios de avaliação mais adequados. Após vários parágrafos de considerações e de propostas, o documento apresenta os seguintes “Indicadores de Desempenho”:
“Tempo de análise para manifestação sobre os pedidos de licença ambiental:
٭ Tempo de análise para manifestação final sobre a viabilidade ambiental de empreendimentos/atividades menor ou igual a 1 ano, após a entrega do estudo ambiental pelo empreendedor;
٭ Tempo de análise para manifestação final, visando autorizar a implantação do empreendimento/atividade, menor ou igual a 6 meses, contado a partir da data do pedido da licença de instalação;
٭ Tempo de análise para manifestação final, visando o início da operação do empreendimento/atividade, menor ou igual a 4 meses, contado a partir da data do pedido de licença de operação.
- Implantação de 2 novos instrumentos de gestão ou de planejamento ambiental, de suporte ao licenciamento ambiental, em 4 anos.”
Como se vê, a preocupação real é a redução do tempo para a concessão de licenças ambientais. E não por acaso, as metas apontadas nos “Indicadores de desempenho” são semelhantes às sugeridas pelo Banco Mundial em seu relatório “Licenciamento de Usinas Hidroelétricas no Brasil”, encomendado à instituição pelo Ministério de Minas e Energia (disponível no site do Banco Mundial).
Há ainda casos paradigmáticos como a concessão de Licença Prévia (LP) à UHE de Tijuco Alto. Durante 20 anos os movimentos sociais do Vale do Ribeira conseguiram impedir a concessão da LP. Antonio Ermírio de Moraes obteve finalmente a LP, durante a gestão Marina Silva… Uma curiosidade: o presidente do Ibama era Basileu Margarido, que se filiou ao PV no mesmo dia que a senadora.
Como um último exemplo citaremos a Lei de Concessão de Florestas Públicas para exploração comercial sustentável. Um nome pomposo que poderia ser traduzido em aluguel de florestas públicas para a exploração insustentável com selo verde. O projeto original havia sido encaminhado ao Congresso Nacional no período final do governo FHC. Foi retirado de pauta logo após a eleição de Lula em 2002, não para ser engavetado definitivamente, mas para ser reciclado pela equipe do MMA sob o comando de Capobianco, tamebém filiado ao PV. A idéia de que a melhor forma de preservar as florestas é entregando-as para exploração comercial “sustentável” talvez seja a que melhor sintetiza a essência do “desenvolvimento sustentável”.
Aliás, uma das características já apontadas é a visão de que as questões ambientais se sobrepõem a interesses de classes. Isso se materializa na concepção de que os empresários são também “parceiros” na “gestão ambiental compartilhada”. A mesma lógica presente nas políticas do governo em outras áreas, foi aplicada e reproduzida por Marina Silva. Não por acaso no decorrer dos sete anos de governo Lula encontramos com freqüência logotipos de empresas como o Banco Mundial, BID, BNDES, Bradesco, Vale, Petrobras, Gerdau, Natura, entre tantas outras empresas, nos mais variados eventos, desde eventos oficiais, encontros e seminários da “sociedade civil” a eventos como o II Encontro dos Povos da Floresta.
Uma candidatura para enfrentar a “crise civilizatória” do capital
Se há um ponto importante de convergência com a senadora é a caracterização de que estamos diante de uma “crise civilizatória” que exige um novo “paradigma civilizatório”. Nada atesta com clareza esse fato do que a atual crise global que expõe, em seu caráter estrutural e multidimensional, as profundas contradições e disfunções sistêmicas do capitalismo. Este é o contexto em que ocorrerão as eleições de 2010. O debate sobre qualquer tema estará marcado por essa crise que, por suas características, obriga a todos apresentarem suas propostas de saída.
E aqui queremos ressaltar que o projeto de “desenvolvimento sustentável” é incapaz de apresentar uma proposta consistente, porque se situa nos marcos do capitalismo. Não rompe com o paradigma atual, mas busca apenas modificá-lo a partir da “transversalidade ambiental”. Essa concepção limitada também se revela na abordagem da crise. Segundo Marina Silva existem hoje duas crises, uma econômica e outra ambiental. Afirma que a solução para ambas é integrada, mas “a crise econômica não se resolverá sem que se solucione a crise ambiental”.
A crise atual não é uma simples crise de uma política econômica, que possa ser resolvida com uma gestão racional e sustentável da economia ou uma política econômica de inclusão social que leve em conta a “transversalidade” ambiental. Como afirmamos, esta crise do capital é estrutural, e a crise ambiental planetária é produto da lógica predatória e destrutiva desse mesmo sistema em crise. Nesse sentido, a senadora inverte as coisas. Na realidade, o correto é afirmar que não há solução da crise ambiental sem uma solução efetiva da crise capitalista. E esta solução só é possível com a substituição do capitalismo por uma sociedade de transição socialista na qual a dimensão ambiental não deverá ser uma simples “transversalidade”, mas ao lado da luta contra a exploração de classe e todas as formas de opressão, um dos valores e eixos políticos fundamentais que alicerçarão uma sociedade de justiça social e sustentabilidade ambiental
Não se trata de jogar a solução de todos os problemas para o futuro. Mas apontar e debater a nossa proposta de um novo paradigma civilizatório socialista, para que as lutas e propostas imediatas não se esgotem em si mesmas, mas sejam uma ponte para o futuro.
O PSOL tem um papel fundamental a cumprir em 2010, e este não poderá se limitar a apresentar propostas realizáveis nos marcos do capitalismo. Será um momento ímpar para que possa apresentar, ao lado de propostas imediatas voltadas para a classe trabalhadora e os pobres da cidade e do campo, a sua visão da crise e a necessidade de superação desta ordem, contrapondo-se às falsas soluções que apostam no fortalecimento do Estado para “defender” economias nacionais diante da crise.
Sabemos que existe uma forte pressão para evitar uma votação pífia que inviabilize a eleição de deputados do PSOL. É uma preocupação justa e um problema real a ser enfrentado. Mas só poderemos enfrentar esse desafio mantendo a nossa identidade socialista, evitando políticas de alianças que nos coloquem a reboque de propostas alheias aos interesses da classe trabalhadora. Que para isso sirvam as duras lições dos reveses sofridos nas eleições de 2008.
A nossa participação no processo eleitoral tem que se voltar para uma ampla disputa pela hegemonia, articulando propostas concretas voltadas para a classe trabalhadora e todos os setores explorados e oprimidos a um projeto estratégico anticapitalista, internacionalista e a partir de baixo.

O PSOL, Marina Silva e os movimentos socioambientais

Duas questões merecem ser respondidas ainda que brevemente. Primeiro, não haveriam convergências táticas que pudessem justificar uma aliança eleitoral com a candidatura Marina Silva? Segundo, uma aliança com Marina Silva não nos permitiria uma aproximação com militantes e ativistas de ONGs e movimentos que se caracterizam como ‘socioambientais’?
Sobre a primeira questão, é evidente que há convergências em torno de bandeiras e propostas. É possível e necessário construirmos a unidade de ação em torno delas. Como afirmamos antes, em muitas ocasiões a senadora assumiu posições que convergiram com as posições dos movimentos sociais e dos socialistas. Mas não estamos discutindo aqui ações imediatas e lutas cotidianas. Estamos falando de uma eleição presidencial, quando se coloca uma disputa de projetos políticos globais. Não se trata, repetimos, de adotar uma postura propagandística, e tampouco de negar questões imediatas e pontuais. Também concordamos que uma plataforma de governo não é e não pode ser a mesma coisa que o programa estratégico, devendo estar mediada pelas questões e tarefas imediatas. Entretanto, da mesma maneira não pode ser apenas um conjunto de medidas necessárias realizáveis. Deve expressar uma ponte entre as tarefas imediatas e mediatas, entre a tática e a estratégia, articulando a defesa de medidas imediatas e de cunho limitado com a defesa da ruptura com a ordem do capital como horizonte de superação radical dos problemas que atingem a classe trabalhadora, a população pobre e todos os setores explorados e oprimidos da sociedade.
A segunda questão é importante, pois Marina Silva já afirmou que pretende fazer alianças com movimentos sociais e ambientalistas. Certamente muitos ambientalistas e ativistas sociais serão atraídos para a sua campanha. Durante a campanha eleitoral a nossa relação com esses setores será, evidentemente, de disputa, mas ao mesmo tempo de debate franco e fraterno, o que significa adotar uma postura aberta e não sectária. Ademais, vale frisar que mesmo se uma aliança fosse feita, isso não garantiria nada. Ainda seria necessário estabelecer um debate em que nossos argumentos seriam expostos claramente e sem tergiversações.
O fundamental é que a campanha do PSOL deverá enfatizar os grandes desafios e problemas relacionados à sustentabilidade ambiental., apresentando um programa que contenha propostas concretas e, ao mesmo tempo aponte para o horizonte do ecossocialismo. É a construção desse programa que deve ser a prioridade neste momento, envolvendo o conjunto da militância.
Conclusão
Pensamos que qualquer discussão sobre uma eventual aliança com Marina Silva deve levar em conta todos esses aspectos. Mas não temos dúvida alguma de que a sua candidatura está distante da política do partido, das necessidades da população trabalhadora e da luta em defesa do meio ambiente. Apoiá-la não nos trará qualquer ganho. Pelo contrário, significará um retrocesso imenso com seqüelas que poderão colocar em risco o próprio projeto do PSOL.
Diante das tarefas que se colocam diante de nós, não temos dúvida de que a política correta é o resgate da proposta da “Frente de Esquerda” com o PSTU e o PCB. Lembremos que foi com essa frente que Heloisa Helena obteve quase 7% dos votos em 2006, quando as condições objetivas e subjetivas eram bem mais desfavoráveis.
Mas é fundamental garantir um debate sério para a elaboração de um programa radical e amplo ao mesmo tempo. A discussão em torno do nome deve ter como premissas a capacidade de representar esse projeto político e de dialogar com amplos setores da sociedade. No PSOL temos inúmeras pessoas representativas e aptas para realizá-la. Temos, por exemplo, um socialista e um lutador histórico como Plínio de Arruda Sampaio.

Evoluindo

Chegamos ao primeiro ano do nosso blog e já temos dois bocós para criticar, graças a Deus, adoro elogios, mais gosto de ter alguns inimigos de vez em quando.  Isso é o que eu chamo de evolução.


Incomodados 2

Segue abaixo o ultimo comentário ¨elogioso¨ que recebi:


Zé Mafoma disse:


¨AMIGO BOCA ABERTA E ALMIR SCATAMBURLO COMPANHEIROS KKKKKKKKKK


VAI NO PROGAMA AMIGO BELINATI FALAR COM ELE...¨


Caro ¨Zé¨ se este comentário que o senhor fez, se refere a postagem critica que fiz a um blogeiro de descriminação o senhor já chegou atrasado, ele já esclareceu o impasse e eu reproduzi aqui no meu blog. Quanto a ser companheiro ¨amigo Boca aberta¨ eu não tenho preconceito nenhum, afinal ele luta por uma causa e eu também. Cada um de seu jeito e com seu ponto de vista político, coisa que alias que o senhor (como bom tucano que deve ser) não faz, pois só pensa em carne e cerveja, e não se designa a sair de sua luxuosa mansão da gleba palhano para faze-lo. Quanto a visitar o programa do Belinati, acho que não daria certo, pois temos incompatibilidade de caráter e de idéias, não pegaria bem para nenhum dos lados. Então acho que quem está sobrando na historia aqui é você.

Incomodados

Acabo de receber numa postagem que fiz sobre o encontro da Juventude tucana um daqueles comentários que sempre quis ouvir, segue abaixo:

¨QUE VERGONHA HEIN, MENTIR É PRAXE DOS PRÓXIMOS DO GAFANHOTO NÉ.


É PECADO MENTIR SR ALMIR SCATAMBURLO.


ABRAÇO LUIZÃO¨


Bom vamos aos pontos:


1) Caro Luiz até onde eu sei não sou próximo de gafanhoto nenhum, pois sou alérgico a eles e como bom seguidor dos 10 mandamentos que sou, não posso mentir.
2) eu não menti e nem falei a verdade, fiz somente uma brincadeira, aproveitando uma postagem do colega André Guimarães que também foi irônica com vocês.
3) a mim não interessa quantas pessoas houve no encontro da JPSDB, se foi 150, se foi 1000, se não houve ninguém, eu não faço, mais parte, logo não me interessa.

P S: Então creio que V S não precisa cuspir marimbondo e muito menos se sentir incomodado com as criticas que faço, pois elas ao meu ver não merecem a atenção dos senhores. E peço gentilmente, para que o senhor fale o meu nome direito.

Muito obrigado.

Sentar-se num bar com um amigo às seis da tarde

Sentar-se num bar com um amigo às seis da tarde
Para tomar uma cerveja depois de um dia cansativo,
É uma dádiva divina.
Parece bobagem, mais a gente descarrega todas as energias negativas,
O cansaço impregnado do dia e numa conversa a toa, tudo vai,
Esvai-se, como se nada tivesse acontecido.

Tudo se fala, fala-se tudo.
Política, filosofia, economia, futebol e mulher.
Sempre com a irreverência do estilo brasileiro de ser.

Sentar-se num bar com um amigo às seis da tarde
Para tomar uma cerveja depois de um dia cansativo,
É como ganhar na loteria.
É como você ter uma segunda chance depois de ter encarado,
Cara a cara a morte. É como se a gente pudesse reinventar a roda.



Sentar-se num bar com um amigo às seis da tarde
Para tomar uma cerveja depois de um dia cansativo,
Façamos mais isso e deixemos de lado,
O dia a dia, pelo menos por aquela hora.


Parabens Andarilio por seu um ano de vida.


O Andarilio Completa Hoje um ano de existência, o que começou com uma forma de distração se tornou, uma identidade do autor. Meus Parabens.

Subindo no palco

No domingo à noite, subo ao palco do Zaquel de Melo para declamar um poema na ciranda de poesias. Estou apreensivo. É a milésima vez que subo a um palco, mais parece que é a primeira. Lembro-me quando em 2007 o meu amigo Tiago me ligou duas semanas antes da apresentação, que ele tinha feito um poema e uma musica, e que ele queria que eu a cantasse na ciranda de poesias. No inicio eu fiquei bastante empolgado afinal a gente já havia gravado um CD junto, num estúdio profissional e aquilo para nós seria moleza.
Mais no decorrer dos dias e com um monte de tarefas a cumprir, comecei a ficar preocupado, pois eu não consegui gravar bem a letra e muito menos a musica. Daí fiquei sabendo que eu teria que ir a Curitiba, na sexta feira a noite, dois dias antes da apresentação, naquele novembro de 2007, daí eu fiquei mais apavorado ainda, mais como sou orgulhoso, não quis transparecer ao meu amigo esse medo, e disse para ele:
- Podemos ensaiara na quinta e na sexta? E ele disse:
- claro! Sem problemas! E eu fui, todo apavorado.
Chegando lá, ele havia chamado um outro amigo nosso, que era musico profissional e que tinha dado uma ajeitada na musica desse meu amigo e começamos a ensaiar, e pior as suas respectivas namoradas estavam olhando as performances, ai quase que eu tive um troço, mais deu certo.
Chegou o dia da apresentação eu estava parecendo uma bomba ambulante, com dor de estomago, tremendo de medo, (acho que eles também estavam), pois eu não via mais nada de tão apavorado. E afinal havia vários competidores amadores e profissionais (inclusive o Domingos Pelegrini), que é um escritor consagrado, que também estava competindo.
Quando chegou a nossa vez deixei os meus amigos subirem primeiro, e se ajeitarem enquanto eu tomava coragem. Quando eu subi aquele palco, vi aquela luz, a platéia me olhando de cima abaixo, me subestimando, pois sou pequeno e magro e ser pequeno e magro aqui, neste pais, não atrai a atenção das pessoas. Eu já estava achando que eu seria vaiado, mais me mantive firme e fui em frente. Cantei a musica com todo o meu entusiasmo e com todas as minhas forças para ajudar um amigo e acreditem os senhores eu lavei a minha alma... Isso mesmo, lavei, a minha alma quando cantei. E graças a Deus fui aplaudido e aquele momento que durou três minutos e pouco e que, parecia uma eternidade finalmente haviam acabado.
Não ganhamos o premio, mais a coisa que ficou para nós é que, sim nós podemos fazer. E neste Domingo, lá vou eu outra vez para dessa vez declamar um poema na ciranda de poesias de Londrina e confesso que estou nervoso, não sei como a platéia vai reagir, não sei se vou conseguir declamar direito o poema, enfim, estou nervoso.
Nem sei porque estou escrevendo essas coisas aqui, mais sei que algo me condiciona a faze-lo, pois preciso desabafar com alguém essas aventuras que passei e vou passar e que Deus me ajude.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quando eu crescer eu quero ser poeta,

Abrir o livro, ler e entender,
É o significado da vida.
Escrever palavras, versos, poema.
É a luz do mundo.


Quando eu crescer eu quero ser poeta,
Para descrever em versos,
A vida que eu levo.
Sem medo de chorar.


Quando crescer eu quero ser poeta,
Para trazer alegria,
E ter alegria no mundo.
Com os versos que eu escrevo,
até eu cançar.



Transcendência

Uma noite dessas estranhas,
Tomei uma bebida, também estranha,
E tudo mudou.
O céu era mais vivo e mais cheio de estrelas.
Meu corpo ficou leve,
Meus braços ficaram livres do meu corpo.
Era como se eu não pertencesse mais a ele.
E nem ele, mais a mim.
Éramos duas coisas separadas.
O fogo a minha frente, era mais forte,
As pessoas envolta eram mais humanas.
E tudo parecia mais sereno.
Eu era um ser distante
Em uma realidade delirante. Tudo era tudo,
E nada era nada.


Nesse momento adormeci,
O efeito acabou e tudo o que vi,
Eu esqueci.
A realidade pequena, de uma vida extrema,
Voltou a me perseguir.


Um beijo e um abraço de uma mulher linda

Nada é mais gostoso,
Que um beijo e um abraço,
De uma mulher linda.
O beijo tem gosto de mel,
E nos fascina,
O abraço é um acalento,
Que nos ilumina.
Como é bom um beijo e um abraço,
De uma mulher linda.

O caminho pelo deserto

Esta noite eu tive um sonho,
Sonhei com um mundo estranho,
Onde havia uma mureta,
Que separava floresta e deserto.

E neste sonho, estavam amigos,
Que me diziam enlouquecidos:
- Hei! Vamos por aqui!
E eu dizia sem paciência:
- vamos pelo deserto, que é mais perto.

E todos riam surpresos:
- está louco isto é um deserto!
Eu retrucava dizendo:
- Mais é mais perto.
E todos riam sem parar.

Foi então que decidi pular a mureta,
E seguir sozinho no deserto.
Sem medo do perigo,
Eles riam e seguiam pelo outro caminho.
Enquanto eu seguia sozinho.

Lançamento da Pré-candidatura a presidencia de Plinio de Arruda Sampaio




segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CDH de Sarandi se Reorganiza

A Comissão de Direitos Humanos de Sarandi, está reorganizada e pronta para trabalhar em defesa dos direitos dos cidadãos. visitem o blog: dele e confiram.

Tucanada jovem promove encontro em Ibiporã


Sábado passado dia 21 de novembro houve encontro estadual da juventude do PSDB em Ibiporã. O encontro contou com a presença de Marcelo Richa, filho do Prefeito de Curitiba Beto Richa. A idéia é tentar rearticular a juventude tucana aqui no norte do estado, (coisa que eles estão tentando fazer a anos), mais o encontro como colocou o nobre blogeiro André Guimarães, ¨contou com alguns gatos pingados daqui da região¨. Para ninguém por ai dizer que ¨cuspi no prato que me alimentou¨ vou tecer o seguinte elogio. Eles são ótimos para fazer retórica, mais na pratica eles sempre acabam recorrendo à ajuda do PT, não é verdade André?

II Encontro Municipal de Saúde da População Negra

O Ylê Axé Ópo Omim I junto com a Rede de Mulheres Negras - PR tem a honra em convidar vossa Senhoria para o II Encontro Municipal de Saúde da População Negra em DST/HIV/AIDS e Doenças Falciforme, que estará promovendo nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2009, no município de Londrina, na INESUL endereço: Av. Duque de Caxias, 1290.
O II Encontro de Londrina tratará de dar subsídios para esta população organizada na formação de suas lideranças quanto ao DST/HIV/AIDS e Anemia Falciforme que através da pauperização e da feminização presumimos que está muito presente entre a população negra, aliado à outras doenças étnico raciais.


Contando com sua presença e com o seu apoio,


Atenciosamente,
Terezinha Pereira da Silva- Presidente
 
 

Está explicado....

¨O PTB é um partido de resultados, ele não se interessa por ideologias, alias a ideologia é um mau para os partidos pois ela sega os objetivos que é conquistar o poder. o nosso partido não ele é aberto a liberdade de pensamento¨

Roberto Jeferson no ano de 2000 no documentário O poder e política no Brasil....






Entrevista com Antonio Negri


Antonio Negri, 75, é um filósofo italiano, professor da Universidade de Pádua (Itália) e do Colégio Internacional de Paris (França). Entre os anos 50 e 70, participou dos movimentos de esquerda na Itália, condenando tanto a direita quanto o stalinismo. Esteve preso entre 1979 e 1983, depois se exilou na França por 14 anos. Condenado por subversão, o filósofo voltou para a Itália em 1997 e cumpriu pena até 2003. Atualmente, divide seu tempo entre Veneza e Paris, cidades onde desenvolve atividades acadêmicas
A Itália adota uma postura “insultante” com o Brasil no conflito em torno do ex-ativista Cesare Battisti, porque não se trata de um país desenvolvido, e mente quando diz que vivia um Estado de Direito nos anos 70. A análise é do filósofo italiano Antonio Negri, que passou mais de dez anos preso por seu envolvimento com a militância de esquerda na Itália.
Negri é co-autor, com Michael Hardt, do livro “Império”, publicado no Brasil em 2001 e umas das obras mais importantes e polêmicas sobre o processo de globalização. Com Giuseppe Cocco, publicou “Global – Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada”, em 2005.



Leia abaixo a entrevista completa, concedida por Negri via telefone desde Veneza.



UOL – Como o senhor vê a posição da Itália no caso Battisti?


Antonio Negri - A posição italiana é uma posição muito complexa. Como se sabe, o governo italiano é um governo de direita e é um governo que, depois de 30 anos, retomou a perseguição das pessoas que se refugiaram no exterior depois do final dos anos 70, depois do final dos anos nos quais na Itália houve um forte movimento de transformação, de rebelião. E, portanto, o governo italiano retoma hoje uma campanha pela recuperação destas pessoas. Em particular, tentou fazê-lo com a França, para conseguir a extradição de Marina Petrella [condenada por subversão pela justiça italiana] e não conseguiu porque o governo francês, a presidência francesa [Nicolas Sarkozy], impediu. Neste ponto, aparece em um momento exemplar o caso Battisti.


UOL – O que o senhor quer dizer com perseguição? É perigoso neste momento para Battisti retornar à Itália?


Negri - Eu não sei se é perigoso. Mas é certo que ele foi condenado à prisão perpétua e seria para ele uma situação muito grave.


UOL – Um dos motivos que o Brasil cita para manter o refúgio político é a ameaça de perseguição política contra Battisti…


Negri - Mas seguramente ele seria alvo de uma perseguição política e midiática.


UOL – Trata-se, portanto, de um temor com fundamento?


Negri - Veja bem, o governo italiano, depois de 30 anos, quer recuperar, para fazer um exemplo, as pessoas que se refugiaram no exterior. E que se refugiaram no exterior porque na Itália havia uma condição de Justiça que era impossível de aguentar.


UOL – O que significa esse “exemplo”? A punição de Battisti resolveria a questão da violência na Itália nos anos 70?


Negri - Precisamente. Resolveria em dois sentidos: por um lado, se recupera aquilo que eles chamam ‘um assassino’; e por outro se esquece aquele que foi um Estado de Exceção, que permitiu a detenção e a prisão preventiva de milhares de pessoas durante estes anos. É necessário recordar que nos anos 70 o limite jurídico da prisão preventiva era fixado em 12 anos. É necessário recordar o uso da tortura e de processos sumários inteiramente construídos sob a palavra de presos aos quais era prometida a liberdade em troca de confissões. Este foi o clima dos anos 70. E não nos esqueçamos que nos anos 70 houve 36 mil detenções, seis mil pessoas foram condenadas e milhares se refugiaram no exterior. E se há quem duvide desses números, e que quer continuar duvidando, basta que deem uma olhada nos relatórios da Anistia Internacional naqueles anos. Portanto, essa é uma questão muito séria. O caso Battisti é, na verdade, um pobre exemplo de uma estrutura, de um sistema no qual a perseguição, insisto na palavra ‘perseguição’, era acompanhada por enormes escândalos na estrutura política e militar italiana. Houve uma construção, principalmente por meio de uma loja maçônica chamada P2, de uma série de atentados dos quais ainda hoje ninguém sabe quem foram os autores, atentados que deixaram milhares de mortos, por parte da direita. E o governo italiano nunca pediu, por exemplo, que o único condenado por estes atentados seja extraditado do Japão, onde se refugiou. Existe uma desigualdade nas relações que o governo italiano mantém com todos os outros condenados e refugiados de direitas que é maluca. O governo italiano é um governo quase fascista.


UOL – Se houvesse um governo de esquerda na Itália o caso seria o mesmo? [O líder da oposição de centro-esquerda] Romano Prodi faria o mesmo?


Negri - Eu não acredito que Prodi faria o mesmo, mas parte da esquerda faria o mesmo, isso é verdade.


UOL – Como o senhor vê hoje o PAC [Proletários Armados pelo Comunismo, grupo do qual Battisti fazia parte]?


Negri - O PAC era um grupo muito marginal, mas isso não significa que não estivesse dentro do grande movimento pela autonomia. Mas ouça, o problema é esse: eu acho que as coisas das quais foi acusado Battisti são coisas muito graves, mas – e isso me parece importante dizer – estas são responsabilidades compartilhadas por toda a esquerda verdadeira. Não se trata de um caso específico. O Supremo Tribunal Federal do Brasil construiu uma jurisprudência pela qual foram acolhidos outros italianos nas mesmas condições que Battisti.


UOL – E como a Itália deve solucionar esta dívida com o passado?


Negri - Isso deveria ser feito por uma anistia, mas o governo italiano nunca quis caminhar por este terreno. Talvez tudo isso tenha determinado tremendas conseqüências no sistema político italiano, porque foi retirada da história da Itália uma geração ou duas, que poderiam ter conseguido determinar uma retomada política. É uma situação muito dramática. E gostaria de acrescentar uma coisa: o a postura da Itália no confronto com o Brasil a respeito deste tema é uma postura muito insultante.


UOL – Por quê?


Negri - Trata-se de uma pressão feita sobre o Brasil, enquanto um país fraco, depois que os franceses não extraditaram à Itália Marina Petrella. Psicologicamente, trata-se de uma operação política e midiática muito pesada contra o Brasil, na tentativa de restituir a dignidade da Itália, no âmbito da busca de restituir os exilados.


UOL – O senhor acha que as autoridades italianas se sentem especialmente ofendidas pelo fato de a decisão em favor de Battisti vir de um país em desenvolvimento, antiga colônia de um país europeu?


Negri - Seguramente, porque se trata de pobres que reagem contra os ricos, contra os capitalistas.


UOL – O senhor também esteve preso?


Negri - Eu fui detido em 1979 e fiquei na cadeia até 1983, em prisão preventiva, sem processo. Em 1983, houve um eleição parlamentar e eu saí da cadeia porque fui eleito deputado, porque não era ainda condenado. Fiquei preso quatro anos e meio – e poderia ter ficado até 12. Ou seja, quando os italianos dizem que nos anos 70 foi mantido o Estado de Direito, eles mentem. E isso eu digo com absoluta precisão, com base no meu próprio exemplo: fiquei quatro anos e meio em uma prisão de alta segurança, prisão especial, fui massacrado e torturado. Pude deixar a prisão apenas porque fui eleito deputado – do contrário, eu poderia ter ficado na prisão por 12 anos, sem processo. Durante os anos que fiquei na França, exilado, eu fui processado e condenado a 17 anos de prisão, mas que foram reduzidos porque havia uma pressão pública forte em meu favor. Quando voltei para a Itália, fiquei outros seis anos presos e encerrei a questão.


UOL – Quais eram as acusações?


Negri - Associação criminosa, gerenciamento de manifestações que eram violentas nos anos 70, em Milão, em Roma, em toda Itália. Mas a primeira acusação que sofri não era de agitador político, por escrever jornais etc., mas de chefiar as Brigadas Vermelhas, o que não é verdadeiro, e de ter assassinado [Aldo] Moro, acusações das quais fui absolvido depois. Entende? Na Itália se busca desesperadamente fazer valer uma mitologia dos anos 70, que é falsa. E a direita no poder hoje busca a qualquer custo restaurar um clima de falsidade e de intimidação para não permitir que a história seja contada como foi.


UOL – Existem aí semelhanças com o governo militar no Brasil?


Negri - Isso eu não sei, porque acho que os governos militares na América Latina foram particularmente violentos. Mas o problema é outro: a questão é que a liberdade, o Estado de Direito e as regras da democracia não podem ser infringidos ou falsificados em nenhuma situação.



Enquete Prorrogada

Caros amigos e leitores, eu prorrogei a enquete, ¨quem você votaria para presidente neste momento¨ para até o dia 05 de Dezembro, portanto vocês tem, mais onze dias para votar. Por favor votem, é importante saber, quem aqui em Londrina certamente ganharia.  Por enquanto Plinio de Arruda Sampaio do P-Sol, está na frente. 

Requião Presidente?



Lideranças nacionais do PMDB lançaram neste sábado (21), em Curitiba, a pré-candidatura do governador Requião à presidência da República.O documento foi assinado pelos representantes do partido de 14 estados brasileiros. Para que Requião se torne candidato e dispute as eleições de 2010 ainda é preciso da aprovação do nome dele em uma convenção nacional do partido.
Vocês já imaginaram se ele resolve disputar essa eleição mesmo ? O Brasil vai ter uma nova versão ¨requionica do socialismo – bolivarinano¨. Já sei até quais serão as plataformas de campanha dele:


1) no meu governo não se consumira mais transgenicos, só se comerá mamonas naturais produzidas na horta.
2) O meu chefe de gabinete será o diabo, já que em toda a campanha eu subo no palanque com ele.
3) Vou mandar todos os agricultores enfiar a faixa no rabo, assim a gente economiza madeira.
4) Na segurança a minha palavra de ordem é ¨pau e cacete¨.
5) No meu governo, quem manda sou eu, ou a corrupção baixa ou acaba¨.


Socooooorro fidel!


PT ¨renova¨ direção

Nesse fim de semana houve votação em Londrina, para eleger a ¨nova direção do PT¨¨ que sempre se renova, dessa vez a chapa vencedora foi: O partido que muda o Brasil, O Partido para todos. E o seu presidente é: ué...? Sidney Santos? Que se reelegeu. Ah! Sim é que ele é um homem que sempre se renova no guarda roupa, no carro, no cabelo, enfim. É renovação gente!

Para começar o dia rindo

Sexo é igual a matemática, primeiro se subtrai as roupas, segundo ibidem as pernas e terceiro reza para não dar multiplicação....

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Filha de Olga Benário pede a Lula que não entregue Battisti


Anita Leocádio Prestes, filha de Olga Benário com Luís Carlos Prestes, subcreveu carta pedindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele mantenha no país Cesare Battisti. Nesta quarta (18), o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento do processo que pede a extradição do italiano. Na última sessão, a votação ficou empatada (4 a 4) e o presidente da Corte, Gilmar Mendes, dará o voto de minerva.
Battisti foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua acusado pelo assassinato de quatro pessoas. Preso no Brasil em 2007, ele obteve a condição de refugiado político por decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro. O governo italiano recorreu ao STF.
“Na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmara de gás, sinto-me no dever de subscrever a carta escrita pelo senhor Carlos
Lungarzo da Anistia Internacional, na certeza de que seu compromisso com a defesa dos direitos humanos não permitirá que seja cometido pelo Brasil o crime de entregar Cesare Battisti a um destino semelhante ao vivido por minha mãe e minha família”, escreveu Anita ao presidente.
Provas a favor de Battisti  Na carta, o integrante da anistia ressaltou que o ministro do STF, Marco Aurélio, enumerou 34 provas de que Battisti foi tratado como autor de crime político e acusado diretamente de subversivo. “Não posso pensar que Vossa excelência acredite realmente que esses crimes foram comuns”, diz a carta a Lula.
Ainda sobre o parecer de Marco Aurélio, a carta destacou o comentário do ministro sobre o cinismo do governo italiano e seus “xenófobos e racistas partidários, aos descreves as 12 maiores injúrias que os mais altos políticos fizeram da cultura e do povo brasileiro e até dos seus magistrados”. “Ele fez isso, olhando olho no olho no embaixador Italiano, que naquele momento abandonou a empáfia e fechou o rosto”, diz o documento.
Segundo Carlos Lungarzo, o ministro desmascarou os interesses políticos e psicológicos (ressentimento, vingança, propaganda, revanchismo) que nada têm de jurídico e se escondem atrás de um julgamento feito com todas as violações possíveis aos direitos humanos e ao devido processo. “E que ele também ressaltou o idealismo das gerações que lutaram contra a barbárie na década de 70, sem se importar que os vândalos usassem farda ou se vestissem à paisana”, diz. Da sucursal de  Brasilia.

Iram Alfaia

Vinte de novembro – dia da consciência negra


O Dia da Consciência Negra é celebrado desde a década de 60, a partir de um coletivo assinado pelo movimento negro em Porto Alegre. A Lei 10.639, de janeiro de 2003 - que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira nas escolas - inclui o 20 de novembro no calendário escolar.
É muito importante que este dia de hoje seja lembrado por todos nós, pois alem de se comemorar a trajetória de um povo como os negros ( que são os nossos pais geradores) é preciso lembrar este grande homem libertário que foi zumbi dos Palmares, que deu a sua vida pela liberdade de seu povo. Tenho a seguinte opinião: acho que o vinte de novembro deveria ser a data da verdadeira libertação dos escravos, pois foi com a morte deste grande líder é que a liberdade do povo negro foi possível.
A data de 13 de maio nada mais é do que, uma falácia inventada pelas elites, uma enganação, pois fez uma lei que libertou os escravos das correntes, mais os prendeu novamente na pobreza, na falta de perspectivas e na marginalização por parte ¨dos brancos¨.
A minha opinião é de que o feriado não ira mudar a cabeça daqueles que insistem em explorar os mais pobres, sejam eles negros ou não, mais é importante para que todos saibam que existe um grupo unido disposto a lutar por sua emancipação e que deve ter a adesão de todos os grupos, para que haja muito mais que a emancipação dos negros, mais de todos os cidadãos oprimidos e que nosso mundo seja liberto definitivamente do domínio da classe dos exploradores e vislumbremos o socialismo que já demorou a chegar.






Vivia Zumbi!


Viva o socialismo!

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Caros leitores recebi um comentario na ultima postagem, do blogeiro André Rodrigo, dono do blog que no dia de ontem fiz criticas pesadas sobre um episodio que envolvia discriminação de orientação sexual.  pois bem, ele me mandou o comentario dizendo que a intenção do video não tinha nenhum carater preconceituoso e que estava a disposição para esclarecimentos. Fui ao seu blog e encontrei uma nota de esclarecimento, nota esta que reproduzo aqui para vocês. Este blog é, e sempre será democratico e como fiz a critica é justo que eu coloque aqui a explicação dele sobre o fato.  Deixo bem claro que sou contra a este tipo de abordagem de critica, exsitem outras maneiras de se fazer criticas politicas, como a abordagem direta por exemplo, doi mais, mais é muito menos perigosa. Mais tambem sou contra ao que houve na postagem dele, pessoas o ameaçãndo de prisão e oitras ameaças do tipo, creio que estamos numa democracia e somos livres para fazer criticas e receber criticas e acho que ameaças são nada mais, nada menos,  que ranços de uma ditadura que já se foi a muitos anos.

Muito obrigado

Segue abaixo a nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO




Recebí alguns emails e até mesmo ameaças anônimas de pessoas que tentam implantar e ou manipular informações inverídicas sobre este blog e seus autores.
O fato se deu após uma postagem de sátira onde figura alguns políticos da região dançando uma música do grupo Village People, na qual em momento algum a postagem insinua qualquer tipo de preconceito a sexo, raça, crença ou qualquer outro preconceito de qualquer natureza.
O Historicizando e seus autores sempre se posicionou e se posiciona CONTRA QUALQUER TIPO DE PRECONCEITO SEJA RACIAL OU DE GÊNERO OU DE PREFERÊNCIA SEXUAL e portanto não procede tal argumento que visa confundir as pessoas e imprimir uma imagem irreal da postagem, tentando lançar o blog contra alguém ou grupo.
Estamos a disposição para quaisquer esclarecimentos a respeito disso e lamento se algumas pessoas não entenderam a sátira e se ofenderam, não foi essa a intenção em nenhum momento.
A canção ali não se trata de satirizar a questão sexual de ninguém, mas apenas satiriza a questão da dança política em que vive nossa cidade, com muitos momentos de incertezas e mudanças.
A arte não tem sexo, a música é a expressão da alegria e do viver humano, a sátira é um instrumento da arte para divertir e alegrar a todos e não para discriminar ninguém, essa é uma premissa.
Dessa forma espero ter deixado claro o sentido do contexto exibido.



Muito obrigado.

UMA BURCA PARA GEISEY




Miguezim de Princesa
I


Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;

Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

II


Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
“Arrocha a tampa, gostosa!”






III


Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!


IV


Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.


V


Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: “oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!”


VI


A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

VII


Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.


VIII


O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

IX


E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.


X


Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Preconceito na blogosfera


Acabo de ver no blog HISTORICIZANDO  uma postagem que me deixou bastante boquiaberto. Não tanto pelos personagens que estão sendo ¨sacaneados¨ mais por demonstrar um caráter discriminatório contra um grupo.
O blog apresenta um vídeo slide a onde aparecem alguns personagens políticos daqui de londrina cantado a musica I AM C E do grupo vilage People. Claro que a música é divertida, mais tem um caráter preconceituoso para o Grupo GLBTT que neste pais é extremamente marginalizado. Todos sabem que defendo a blogosfera e seus integrantes de maneira amorosa, mais como participante dos direitos humanos e por fazer parte de grupos vitimas de discriminação não admito esse tipo de piada mesmo que seja sátira política e que as vitimas sejam os personagens que lá estão, pois não são eles que estão sendo estigmatizados, mais sim os homossexuais. A sim sendo venho a publico para repudiar este tipo de brincadeira que já devia ter sido excluída do nosso imaginário popular.
Não é querendo ser politicamente correto, mais que certos tipos de praticas deveriam ser punidas rigorosamente,e por não haver esse rigor os grupos marginalizados tais como o GLBTT, os negros, mulheres, pessoas com deficiência, enfim, uma infinidade de grupos estão ainda tendo dificuldades de serem aceitos na nossa sociedade já tão excludente. É lamentável, que esse tipo de postura tenha partido de um dos nossos.

Entidades repudiam tortura nas prisões de Santa Catarina



O Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH, o Conselho Carcerário de Joinville – SC, o Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz de Joinville – SC, a Pastoral Carcerária de Santa Catarina -CNBB Regional Sul IV e a OAB Subseção de Joinville – SC vêm a público convocar autoridades, parlamentares, entidades, movimentos sociais, órgãos e representantes da sociedade civil a se manifestarem contra os atos de tortura praticados por agentes prisionais na Penitenciária de São Pedro de Alcântara e no Presídio Regional de Tijucas, no estado de Santa Catarina, comprovados pelas imagens veiculadas nacionalmente pela TV Globo no dia primeiro de novembro e por toda a mídia estadual e nacional.
Presos foram barbaramente torturados, seviciados, espancados por agentes prisionais, na presença do gerente do Departamento de Administração Prisional da Secretaria de Estado de Justiça, Hudson Queiróz nestas unidades prisionais.
Não há dúvidas sobre o uso da tortura por servidores públicos, nem mesmo sobre a conivência da Secretaria de Estado com esta prática hedionda. Na verdade, a tortura é recorrente nas unidades prisionais do estado, sendo constantemente denunciada pelas entidades de defesa de direitos humanos e ignoradas pelo Governo de Estado, que prefere a impunidade e a omissão.
É inaceitável a atitude do Governador do Estado, Luis Henrique da Silveira, que afastou apenas um dos agentes prisionais torturadores e mantém no cargo o sr. Hudson Queiróz, ignorando sua presença exatamente nos locais e momento das agressões.
Estes fatos desnudam a orientação da política prisional no Estado, fundamentada na violação dos direitos dos presos, na repressão e na tortura cotidiana. Exemplo disso é a Penitenciária Industrial de Joinville que continua sendo administrada por pessoa condenada em primeira instância pelo crime de tortura.
As imagens assistidas em todo o país não se constituem fatos isolados, mas refletem a falência do sistema prisional no estado e a incapacidade e responsabilidade de seus gestores – Governador Luiz Henrique da Silveira, Secretário da Justiça Justiniano Pedroso e gerente de administração prisional Hudson Queiróz – de implementarem uma política fundamentada no respeito aos direitos humanos e na legislação nacional e internacional vigentes (Convenção da Organização das Nações Unidas Contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes - Art. 5º da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Art. 5º, III, da Constituição Federal - Lei n. 9.455/97, Lei da Tortura – Lei 7.210/84, Lei de Execução Penal).
Exigimos medidas imediatas no sentido de punir os responsáveis e eliminar a tortura do sistema prisional catarinense. A tortura é crime de lesa-humanidade, inafiançável e imprescritível e não podemos tolerar que imagens degradantes como estas se repitam em Santa Catarina ou em qualquer parte do Brasil.


Assim, os signatários exigem do Governo do Estado de Santa Catarina:

a) O imediato afastamento do cargo de gerente da administração prisional do Sr. Hudson Queiróz, bem como seu afastamento de qualquer função pública, para responder à processo administrativo e criminal pelo crime de tortura;
b) O imediato afastamento de todos os agentes prisionais do Sistema Penitenciário de Santa Catarina envolvidos nesse vergonhoso episódio, para que respondam a processo administrativo e criminal por crime de tortura;
c) A informação pública dos nomes dos servidores envolvidos na prática de tortura nos eventos acontecidos na Penitenciária de São Pedro de Alcântara e no Presídio Regional de Tijucas;
d) A inquirição dos srs. Administradores da Penitenciária de São Pedro de Alcântara e do Presídio Regional de Tijucas sobre os fatos e a prática de tortura acontecida nas unidades que gerenciam.
e) Divulgação permanente, ampla e transparente do curso dos processos criminais e administrativos, já que nenhum requisito sustenta o sigilo, sendo medida necessária para o exercício do controle social.
f) Imediata implantação da Defensoria Pública no Estado de Santa Catarina.
As imagens de tortura em de Santa Catarina ofendem e humilham todos os brasileiros. O Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do Protocolo da Organização das Nações Unidas contra a Tortura e certamente responderá por isso internacionalmente.


Brasília – DF/Joinville/SC, 4 de novembro de 2009.



MOAB comemora 20 anos de resistência no Vale do Ribeira

Neste sábado (21/11), os ameaçados pelas barragens do Vale do Ribeira se reúnem para comemorar os 20 anos de resistência do povo à construção de barragens. O Movimento dos Ameaçados por Barragem (MOAB) organiza a festa, à qual são esperadas centenas de pessoas.
Irmã Ângela, uma das lideranças do Vale, afirma: “Foram anos de muitas vitórias e também de muitos sofrimentos e derrotas. São anos que ficarão na história do Vale do Ribeira, onde a população resiste ao projeto de uma das maiores empresas do Brasil, a Companhia Brasileira de Alumínio”.
A hidrelétrica de Tijuco Alto pretende gerar 150 MW de energia. Este potencial será utilizado exclusivamente pela CBA, empresa do Grupo Votorantim, para alimentar seu complexo metalúrgico localizado em São Paulo.
A festividade acontece na cidade de Iporanga, e terá início às 9h de sábado, às margens do rio Ribeira. Entre outros eventos, haverá o lançamento do vídeo "Vale da Resistência", que resgata a história de luta do povo.

Fonte: Site do MST

Enquête do Andarilio: em quem você votaria para presidente?

Em quem você votaria em presidente neste momento? Está é a pergunta que eu faço a você que me acompanha todos os dias. É uma pergunta beste mais ela é muito importante para saber pelo menos hipoteticamente quem ganharia a eleição aqui em Londrina. Os candidatos colocados para votação, são pres candidatos ou seja, pode ser eles os candidatos ou não, isso varia de quadro político, mais o que eu quero saber desses candidatos que eu apontei qual você votaria? Como este blog é democrático (ou tenta ser) há três respostas que possibilitará ao leitor se abster ou seja, não opinar. Então boa votação e juízo. Está votação se encerra no dia 26/11/2009 as 04 e 52. então mãos a obra.

Carta aberta de Cesare Battisti a Lula e ao Povo Brasileiro

fonte: http://passapalavra.info/?p=14934

Como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena! Por Cesare Battisti


“CARTA ABERTA”
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO

“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta - Albert Camus)



Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo. 
Entretanto, frequentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.
A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.
Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!
Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.
Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.
Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.
E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.
Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.
Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!
Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.




Mais uma acusação contra Gouveia

Mais uma acusação recai sobre o vereador afastado Rodrigo Gouveia dessa vez é um crime de concussão (extorsão praticada por um agente publica). Segundo o Chefe do GAECO (grupo de operações contra o crime organizado) Cláudio Esteves, Rodrigo Gouveia teria exigido dinheiro de um casal para fazer uma mudança legislativa de zoneamento para que se pudesse instalar um restaurante. O casal não aceitou, mais formulou a denuncia, que corre na 5* vara Civil do fórum de Justiça.
Pesam contra Gouveia cinco acusações: duas denuncias de pagamento de funcionários fantasmas na câmara de vereadores, duas por ter cobrado propina do engenheiro Mauricio Costa para facilitar a execução do projeto ¨minha casa minha vida¨ do governo federal. E agora cobrança de propina para mudança de zoneamento.
Lembremos que este crime pesam contra nove vereadores da legislatura passada sendo dois presos e sete afastados e que estão sendo indicados até hoje.

SINE de Londrina deixa de atender Pessoas com deficiência

O sistema Nacional de Emprego SINE daqui de Londrina, suspendeu no dia de ontem o atendimento as pessoas com deficiência. A suspensão se deu devido a paralisação dos funcionários, que fazem parte de uma empresa terceirizada, que presta serviço a instituição. Segundo a coordenadora Doris Andrade da Cruz ¨eles pararam devido ao atraso nos salários¨, A promotora da vara especial dos direitos das pessoa com deficiência Solange Vicentin estranhou a atitude e espera que isso não cause nenhum tipo de segregação a alguma pessoa com deficiência que for procurar o atendimento na instituição, e que se sentir de alguma forma desrespeitado ela estará a disposição para atender e atuar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SEMA Promove último dia de atrações do ¨visite ao Parque¨

Apresentações culturais, alongamento, artesanato, trilha e leitura de livros são algumas das atrações que serão oferecidas à população neste domingo no parque Arthur Thomas

Apresentações culturais; alongamento e caminhada pelas trilhas; arte com pintura, dobradura e artesanato; leitura de livros e rapel. Estas são algumas das atividades que serão realizadas na terceira edição do “Visite o Parque”, neste domingo (dia 22), das 13h às 16h30, no parque Arthur Thomas. As duas primeiras ocorreram nos dias 2 de agosto e 20 de setembro. O objetivo da iniciativa é aproximar as famílias londrinenses, proporcionando para a comunidade mais uma opção de descanso e lazer gratuito.
Entre os destaques está a apresentação de dança da Fundação Cultura Artística de Londrina (Funcart), a contação de história com o escritor londrinense Tião Balalão e um show com a Banda de Músicos de Londrina, antiga Banda Municipal. “São atrações de qualidade, que além de oferecer lazer, aproximam os cidadãos dos espaços verdes da cidade”, destacou o diretor operacional da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Sidney Antônio Bertho.
Segundo ele, iniciativas como o “Visite o Parque” também são importantes para estimular que a população visite os parques de Londrina. “O Arthur Thomas, por exemplo, já registra cerca de 6 mil visitações mensais, ao passo que este número era de 4 mil no ano passado. Ainda em comparação com 2008, dados contabilizados até outubro apontavam uma visitação anual de 49 mil pessoas. Já neste ano, o número já está em quase 61 mil”, comentou.
O diretor ainda relatou que haverá barracas comercializando comidas e lembranças do parque. “A ideia é oferecer um evento completo para a sociedade. O legal é que o dinheiro arrecado com as vendas será destinado aos grupos de geração de trabalho e renda, atendidos pelo Programa Municipal de Economia Solidária, da Secretaria de Assistência Social de Londrina. Então, esperamos que todos compareçam e prestigiem esse último evento que será realizado em 2009 no parque”, informou.
 “Visite o Parque” é uma iniciativa da Sema, em parceria com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Programa do Voluntariado Paranaense de Londrina (Provopar) e as Secretarias de Assistência Social, de Cultura, de Educação, do Idoso e da Saúde. O Parque Arthur Thomas fica na rua da Natureza, n° 155, jardim Piza. Mais informações sobre as atividades podem ser obtidas pelo telefone 3341-9660.

(Londrina, 18 de novembro de 2009)


Pauteiros
Mais informações com o diretor operacional da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Sidney Antônio Bertho, pelos telefones 3341-9660 e 9105-5217.


Da Redação

Núcleo de Comunicação PML


Mais dez pontos são atendidos pelo serviço de conservação de vias

O procedimento é efetuado, nesta quarta-feira, por duas equipes de operários da Secretaria de Obras; população pode solicitar o serviço pelo telefone 3341-1195
O serviço de conservação de vias da Secretaria Municipal de Obras trabalha, nesta quarta-feira (dia 18), em dez pontos das vias públicas do município. A operação é realizada, hoje, por duas equipes de operários.
A primeira delas executa o trabalho nas ruas Harmonia; Durval Fernandes; Maria Ana de Lurdes; Ernesto Tonellatti; Benito Del Rosário; Jacy Pinheiro. As avenidas Amigos; José de Lima Castro e Graciliano Ramos também serão atendidas.
Por fim, o segundo grupo concentra as ações no recapeamento da rua Parigot de Souza.
Serviço
O setor para a solicitação de cobertura de buracos ou valetas em ruas pavimentadas é atendido pelo telefone (43) 3341-1195, das 7h às 13h.


(Londrina, 18 de novembro de 2009)

Da redação


Núcleo de Comunicação PML

Circo Funcart recebe o musical “Arte Nômade” hoje

O espetáculo já realizou temporada em Curitiba e agora entra em turnê por dez cidades paranaenses; ingressos custam R$5,00, inteira e R$2,50 meia
Será apresentado amanhã, dia 19, às 20 horas, no Circo Funcart- avenida Souza Naves, 2.380, o musical “Arte Nômade”. Os ingressos custam R$5,00, inteira e R$2,50 meia e serão vendidos na hora. Arte Nômade é um musical que abre caminhos em meio às muitas possibilidades melódicas e harmônicas possíveis quando trata-se de música de fusão. Passando pela sonoridade do mundo – da música brasileira a nuances eruditas, música latina, flamenco, música oriental e ainda elementos do jazz, oferece ao público uma experiência inesquecível, onde resta a certeza de que a música instrumental nunca deixa de surpreender – e de que esta é universal e atemporal.
Integram o Arte Nômade os músicos: Murillo Da Rós – violão, Andrea Gutierrez – cantora, Fabiano Zanin – percussão, Marco Koentopp – flauta, além da bailarina de flamenco Renata Candelot, que fará uma participação especial.
O espetáculo já realizou temporada em Curitiba e agora entra em turnê por dez cidades paranaenses, através da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. "É um espetáculo de música, resultado de pesquisa e mescla entre diversos ritmos do mundo. Há ainda uma estrutura essencial do violão flamenco e, devido a isso, não poderíamos deixar de fora uma participação especial de dança e de canto, já bem conhecidos dos brasileiros e, de certa maneira, responsáveis pela marcante presença da cultura ibérica em nossa imaginação", explicou Murillo Da Rós.
Músico, compositor e arranjador nascido em Curitiba, Da Rós é expoente do violão no Brasil e no mundo, consagrado como um dos maiores violonistas de sua geração. Além de apresentações solo, já dividiu o palco com nomes expressivos, como Sebastião Tapajós, Duofel e Gilson Peranzzetta. Recentemente gravou o seu CD autoral em Madri, Espanha, em parceria com o saxofonista espanhol Jorge Pardo (Paco de Lucia) e uma de suas composições, Fênix, foi comparada a um estudo de Villa-Lobos.


Para ouvir Murillo Da Rós na internet:  www.myspace.com/murillodaros .


(Londrina, 18 de novembro de 2009)

Núcleo de Comunicação PML

PSOL Maranhão recebe Plínio

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL esteve nesta segunda-feira em São Luiz do Maranhão, participando de atividade com a militância e apoiando o lançamento da pré-candidatura de Saulo Arcangeli ao governo do Estado.
Plínio concedeu entrevista a vários órgãos da mídia local e, à noite, participou do debate “Um projeto socialista para o Brasil: a crise e suas conseqüências para a classe trabalhadora”. Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), do PSTU, do Quilombo Urbano (movimento hip-hop), da Conlutas e de movimentos sociais saudaram a visita do promotor aposentado ao Estado.
Durante sua estada na cidade Plínio lembrou que “o PSOL existe para mudar o Brasil, para transformar profundamente a realidade brasileira e retomar a luta do socialismo”.